Artur Arede Covid-2019 Opinião

Médicos e Jornalistas pela Verdade

Os Médicos e Jornalistas pela Verdade questionam a OMS, duvidam da fiabilidade dos testes e são contra uso generalizado das máscaras.

Um tal de Sérgio Tavares 44 anos, que actualmente parece ser DJ e speaker no estádio José Alvalade que se faz passar por jornalista, falando em nome de uns “quantos” deles…apesar de já não exercer a profissão e de já não ter carteira de jornalista, afirma, convicto que estará a proceder bem, que, “não usa máscara ao pé dos pais, não deixa de beijá-los, de abraçá-los ou de estar na sua companhia”. Tem um pai de 81 anos e uma mãe de 90 anos. “Nunca usei máscara, nunca deixei de os abraçar.” E se morrerem depois de contagiados pelo vírus?
A vida é mesmo feita assim. Consigo digerir essa realidade facilmente, porque eles podem morrer de uma onda de calor, de frio. Se podem morrer disso, podem morrer de COVID.”

Efectivamente, não é nem nunca foi lícito, que a arte de jornalismo seja exercida por pessoas com a formação, os conhecimentos, a cultura, acima da média, como se pode constatar pelo personagem em causa. O que se pode esperar é que com 44 anos se esteja já naquela fase de maturidade suficiente, para encarar os imprevistos e o desconhecido, com algum respeito e temor. Tivesse a criatura capacidade de investigar outras culturas, como a Japonesa ou a Chinesa, que por outros motivos, introduziram a máscara nas suas rotinas exteriores diárias, como forma de reduzir ou impedir a inalação de organismos patogénicos em suspensão do ar que por lá se respira, escusava de fazer tão “tristes figuras”, como se de um imbecil se tratasse.

Isso e não proteger os pais das ondas de calor ou frio, como se ainda estivesse na idade das cavernas. Felizmente que já inventaram a “roda” as casas com telhados e isolamento térmico, o ar condicionado e as lareiras!

Quando se chega aos 44 anos brandindo a carapaça de “super herói” ou com o discernimento de uma criança, só nos resta o Júlio de Matos.

Quanto ao outro, o dos Médicos pela Verdade, Alfredo Rodrigues que (não é médico) coincidências à parte,lidera o grupo que é constituído por médicos de várias especialidades, desde internistas a anestesiologista, cirurgiões, ginecologistas, radiologistas, especialistas em Medicina Geral e Famíliar.
Inclui ainda psicólogos e dentistas…vejam só a formação desta gente…
Não possuem, como seria normal e desejável para que tivesse alguma fundamental credibilidade, comparativamente com especialistas de Medicina das áreas que lidam mais diretamente com a COVID-19, epidemiologistas, infecciologistas ou intensivistas.

Um tal de Carlos Cabrita, cirurgião clínico, profissional de saúde do Curry Cabral é um dos membros deste grupo “sui generis”! Considera que a forma como se está a viver a pandemia vai ser “a história mais disparatada e risível do século XXI”. E questiona a credibilidade da OMS, pois claro, porque credibilidade é só mesmo a de um cirurgião que não percebe “patavina” de epidemiologia, mas que à força toda, quer “aparecer” com umas teorias fantabulásticas, como se isto se resumisse ao direito de ter opinião, como alega.

Esse direito, o de opinião, é de facto um direito de qualquer um de nós que escrivinha por aqui aquilo que sente, que vê, que pensa, jamais para um técnico de saúde, que no mínimo deveria ter alguma formação para saber de que não deve falar daquilo que não sabe, que sobretudo não domina, porque a sua opinião conta, mas teria que ser bem fundamentada e com conhecimentos científicos para a poder emitir, não assim, avulso, para o ar, tipo toardas!
Chega ao desplante, o referido cirurgião, de afirmar peremptóriamente, que os hospitais “estão longe de entrar em ruptura” no que se refere às camas para tratar doentes COVID. Afirmou-o no passado dia 5 de Novembro, altura em que havia 2362 pessoas internadas, das quais 320 em cuidados intensivos. Ontem, segunda-feira, 16 de Novembro, os números já eram de 3040 pessoas internadas, das quais 426 em cuidados intensivos.
É só “tiros nos pés”, destas personagens que no seu cantinho de observação, não têm que enfrentar a luta dos colegas que de manhã à noite, 24 sobre 24 observam “in locco” a terrível realidade nos hospitais, por esse mundo fora!

Defendem tanto os Médicos pela Verdade como os Jornalistas pela Verdade, que já houveram surtos de gripe tão graves como o actual Covid19, mas que esses não mereceram o mesmo mediatismo.
Mas afinal isto circunscreve-se aos meios da CS que difundem em maior escala do que o faziam anteriormente?
É mesmo necessário ser muito “tosco”, para se resumir o momento actual a questões de difusão de notícias.

A alternativa seria talvez continuarmos a viver como se nada fosse, tipo “cabeça na areia” , talvez como na Suécia , exemplo tão querido destes negacionistas, mas cuja contabilidade está longe de ser definitiva.

 

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