O Dia Aberto nas Marinhas de Sal: Botadela 2026, que decorre hoje entre as 06h30 e as 18h00, transformou o Ecomuseu da Troncalhada e as marinhas aderentes num verdadeiro palco de celebração do património salícola aveirense. A edição deste ano destacou-se pela forte participação da comunidade e pela diversidade de atividades, que permitiram aos visitantes mergulhar na cultura, na natureza e nas tradições ligadas à safra do sal.
A manhã começou de forma serena, com uma sessão de yoga ao nascer do sol, criando um ambiente de tranquilidade que marcou o arranque do programa. Ao longo do dia, as marinhas abriram as portas para experiências práticas de trabalho salícola, permitindo aos participantes conhecer de perto técnicas ancestrais e o esforço que envolve a produção artesanal de sal. Paralelamente, o CMIA promoveu sessões de observação de aves, enquanto Lísia Lopes guiou um tour fotográfico que captou a beleza singular das marinhas.
A animação cultural foi igualmente marcante. A Banda da Quinta do Picado percorreu o Rossio até à Rua do Sal, enchendo o percurso de música e movimento. O CETA apresentou uma performance teatral que trouxe novas leituras sobre o território e a sua história. Caminhadas, visitas guiadas à biodiversidade, danças, cantares e um desfile de trajes tradicionais reforçaram a ligação entre a comunidade e as suas raízes, num ambiente vibrante e participativo.
O evento contou com a colaboração de diversos grupos e confrarias, como o Grupo Cénico e Etnográfico das Barrocas, o Grupo Cantares da Ria, o Grupo “São Bernardo a Cantar”, a Confraria dos Ovos Moles de Aveiro, a Confraria Gastronómica de São Gonçalo, a Mordomia de São Gonçalinho e a Tuna Masculina Universitária de Aveiro. A presença destas entidades enriqueceu a programação e reforçou o caráter comunitário da celebração, valorizando tradições que continuam vivas no território.
A jornada terminou com o tradicional jantar da Botadela (almoço) no malhadal do Ecomuseu, reunindo participantes, visitantes e entidades num momento de convívio marcado pelos sabores endógenos da região. As marinhas Santiago da Fonte, Grã-Caravela, Senitra, Pajota, Noeirinha e Cachinha da Prumaceira dinamizaram atividades ligadas à safra, enquanto os restaurantes Salpoente, Mercantel, Porta 36 e Vinte & 4 assinalaram a data com menus especiais. O Município agradeceu a todas as entidades envolvidas e destacou a importância de manter viva esta celebração que honra o património salícola, a biodiversidade e a identidade cultural de Aveiro.





