Qual seria o melhor antídoto para acabar com esta virose de aldrabões?

Sei, ou julgo saber, cá do alto das minhas percepções da humanidade, qual seria o melhor antídoto para acabar com esta virose de aldrabões que proliferam na sociedade portuguesa, os que existem e os pretendentes, um pouco pela europa e já agora pelo mundo, o da ganância e do materialismo, em que se tem estado a transformar de uma forma assustadora, a raça humana.

Intolerância|rigor|honestidade|valores|principios tudo em doses bem fortes, com consequências tão dissuasoras quanto aterradoras para os prevaricadores!

Em contrapartida, o laxismo, a incúria, o desleixo com que estes assuntos são tratados, com a justiça morosa e que acaba na maioria das vezes na impunidade, está a resvalar para uma sociedade revoltada, uma sociedade que um dia vai explodir de tanta vergonhosa e deformada aplicação das leis!

Parece que o crime está instalado tanto na AR como nos partidos e daí para os governos, repletos de personagens ansiosas por aproveitarem a oportunidade não para servir o eleitorado que os elegeu, salvo raras ou mesmo raríssimas excepções, (que felizmente ainda vai havendo), mas muito focadamente nos negócios laterais para as clientelas externas com que estão comprometidos e para onde regressam ou para qualquer outro poiso conveniente, onde se encaixam a troco de favores prestados. Não são casos isolados, são casos uns atrás de outros sem que ninguém consiga pôr cobro às situações que se sucedem sucessivamente sem cessar e para todos os gostos e feitios!

Se a AR não consegue ter mecanismos para correr com esta matilha de oportunistas, que denigre a maior instituição de um país e que deveria ser exemplar, temos os partidos enfermos de barões da corrupção que transitam para os governos, na falta de gente séria para assumir funções governativas, então estamos mesmo a bater no fundo!

O resultado está à vista, oportunistas, transviados, “chicos espertos”, que só visam “o saque” e que perderam há muito os princípios do serviço público, o de servirem o seu país e pior ainda, contaminam, infectam, conspurcam, adoecem a instituição, que deveria dar o exemplo de honestidade e lealdade para com o povo que representa!

De tão repetitivo que os casos vão surgindo na comunicação social, que um dia virá, em que já acharemos estranho o dia a semana ou o mês, em que um miserável biltre da política não caia nas malhas da lei!

Poderia sempre a justiça manter o mesmo critério com os demais, “prender para investigar”, seria uma das formas e uma das virtudes, de os manietar, afastando-lhes as manápulas dos dinheiros públicos e do enriquecimento ilícito, mas para isso era necessário termos o Ministério Público e a Procuradoria Geral da República, a desempenharem de forma isenta, imparcial, séria, leal e convincente, o seu papel, aquele para o qual foram criados.

Ou por inquinação ou maquinação, lamentavelmente assim não é, mas isso, todos nós ou quase todos já sabemos! Perdem os cidadãos, perde a justiça, perde a democracia, perdemos todos nós enquanto portugueses. Ganha o descrédito, a falta de vergonha, o laxismo, o populismo e em última instância, o extremismo!

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Artur Arede
Artur Arede
Desde sempre ligado à comunicação, Artur Arede passou por órgãos nacionais, bem como por órgãos regionais, Rádio Soberania, RCV, Aveiro TV, etc. Atualmente, está ligado à comunicação na Rádio N16.

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