A CONSCIÊNCIA ou INCONSCIÊNCIA

Supostamente, a consciência é a nossa percepção imediata daquilo que nos rodeia.

É talvez uma das maiores fontes de problemas de toda a filosofia, por ser ao mesmo tempo o facto mais básico e também o que traz mais dúvidas quanto ao que na realidade é.

Já para Nietzsche, os instintos são mais fundamentais e certeiros que a razão e a consciência. Eles são a afirmação da vida.

A consciência encobre um comportamento humano exercido em outro nível mais profundo, em um nível inconsciente, só assim se pode explicar o actual “status quo” da realidade social com que estamos confrontados presentemente.

A consciência pode definir-se como o conhecimento que nós possuímos de nós próprios; pensamentos, sentimentos e actos. Podem-se distinguir dois tipos de consciência, a consciência imediata e a refletida.

No estado actual de uma vivência social dramática, em que a humanidade e em particular a sociedade Portuguesa, se vê confrontada com tantos desafios cruciais, parece que a nossa consciência colectiva foi mandada para as urtigas, tal é o desplante, a ignorância, a falta de inteligência de uma percentagem significativa de criaturas, que teimosamente querem ignorar, contornar, ou até mesmo ludibriar a realidade desta provação a que estamos a ser todos submetidos.

Não sendo, a meu ver, a consciência um lugar de conhecimento verdadeiro, mas antes causadora de ilusões, especialmente da ilusão da liberdade, talvez daí, a inconsciência dessa gente obtusa, cujos neurônios preguiçosos, os deixam à deriva dos pensamentos alheios, incapazes de pararem para reflectir naquilo que se passa actualmente com um odre de narcisistas, que pululam a sociedade actual.

Apesar disso, existe ainda a consciência moral, que é a consciência que os seres humanos possuem e que lhes permite distinguir o que uma acção tem de moralmente prescrita ou proibida, mas nem isso, porque a moral e os bons costumes são coisas do passado, pelos vistos!

Todos temos a ideia mais ou menos implícita que a percepção mais o entendimento são as bases do conhecimento.

Partindo então desse pressuposto, o que poderá estar a falhar na sociedade em que vivemos?

Temos então na nossa sociedade, um número indeterminado de cidadãos que seguem o mesmo padrão de alienamento temporal. Conscientemente, estão cegos – todavia partes do cérebro dessas criaturas ainda conseguem ver, contudo, visão cega é apenas uma das demonstrações do poder do inconsciente.

O inconsciente se encarrega de tudo o que fazemos sem esforço perceptível, como andar na rua ou escovar os dentes. Talvez por isso certas pessoas deixaram de raciocinar pelos padrões aceitáveis e passaram a ser autómatos a tudo quanto os rodeia de negativo e contraditório dos padrões dito normais, das leis e do bom senso, até que um dia, a realidade lhes bate à porta, ou entra pela porta dentro, de rompante, tal é a atrofia cerebral de que tantos padecem.

Certamente que haverá uma explicação puramente neurológica para esta “turba” de seres “não pensantes”, mas deixo isso para os especialistas.

PUBLICIDADEspot_img
Artur Arede
Artur Arede
Desde sempre ligado à comunicação, Artur Arede passou por órgãos nacionais, bem como por órgãos regionais, Rádio Soberania, RCV, Aveiro TV, etc. Atualmente, está ligado à comunicação na Rádio N16.

OS NOSSOS COLUNISTAS

ESPECIAL FREGUESIAS

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS

56,800FãnsGostar
115,852SeguidoresSeguir
4,485InscritosInscrever