Não há maldade mais cruel do que pessoas disfarçadas do bem

Os psicopatas mostram conexões reduzidas entre o córtex pré frontal, (a parte do cérebro responsável por sentimentos como empatia e culpa), e a amígdala, que está envolvida no medo e na ansiedade.

A face do mal não é a face de ninguém, é sempre uma imagem falsa, que é projectada, imposta, no oponente. A pessoa que pratica o mal, justifica a moralidade das suas acções para si mesma, de qualquer maneira, aquela que mais lhe apraz, para achar que aquilo que faz é normal! Ao se auto convencer que o seu comportamento é normal, essa pessoa pode se desvincular e se separar do seu comportamento imoral e das suas consequências sobre terceiros, mesmo que esses sejam exercidos contra a sua própria filha.

Todos nós, podemos, em qualquer momento da vida, sermos vítimas de pessoas cruéis, que ocupam a existência do seu dia, à prática da maldade, como se de um vício se tratasse, como se fosse uma adrenalina para justificar a sua existência.

Arranjam camuflagens para ludibriar a sociedade com quem se comunicam, “palavras bonitas, actos nobres, até que chega a chantagem”. O passo seguinte é a criação do medo, da culpa e da violência mental, sobre os que lhe estão mais próximos, mesmo que esse próximo seja um filho ou filha.

Não existe reflexão, não existe comedimento, nada impedirá a sua propensão nata, narcisista, de exercer domínio emocional, perturbação, com um único fito; acabar com a nossa auto estima para ter o controle, dominar, amesquinhar, reduzir o outro a um mero autómato, a mando das suas malévolas alucinações.

Ameaças veladas, armadilhas, os jogos de dominação, agressividade por vezes dissimulada, com uma determinação avassaladora, são criaturas extremamente complexas e de quem só temos uma solução, “fugir e 7 pés e manter distância”. Quando a situação se processa entre adultos, seguir caminho é fácil, com malas, sem malas, levando a tralha, deixando-a para trás, afastando. Mas quando se trata de um filho, se um adolescente depende financeiramente do progenitor, como é natural, a situação afigura-se mais complexa. Por um lado a impotência do menor em tomar a decisão de “fugir”, sabendo o mundo cruel do exterior, a interdependência do progenitor(a). Na maioria das vezes, a falta de interesse de terceiros, que sabendo o que se passa, não se “atravessam” não ousam se incomodar para intervir e fazer imperar a lei que protege os menores desse tipo de violência doméstica. Virar costas é fácil, fechar os olhos e evitar “chatices” mas, existem outras alternativas, denunciar, ir à luta, estar ao lado do mais fraco, daquele(a) que está submetida diariamente, sem encontrar saída, um refúgio, para tamanha violência.

A ciência pode explicar muita coisa sobre os comportamentos desviantes de algumas criaturas da raça humana, algumas mesmo que vivem lado a lado connosco, de quem não fazemos a mais leve ideia dos diabos que transportam, fora do ambiente em sociedade, na intimidade das 4 paredes, na coexistência diabólica com “companheiros” ou filhos!

Baumeister no seu livro cuja capa aqui reproduzo, lança uma nova luz sobre essas questões ao examinar a lacuna entre o ponto de vista da vítima e o do perpetrador, e também as raízes do comportamento maligno, do egoísmo e da vingança ao idealismo e ao sadismo. Um estudo fascinante de um dos problemas mais antigos da humanidade, ” O Mal” tem profundas implicações para a maneira como conduzimos nossas vidas e governamos nossa sociedade.

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Artur Arede
Artur Arede
Desde sempre ligado à comunicação, Artur Arede passou por órgãos nacionais, bem como por órgãos regionais, Rádio Soberania, RCV, Aveiro TV, etc. Atualmente, está ligado à comunicação na Rádio N16.

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