Os diálogos dos últimos tempos na sociedade mundial

Os diálogos dos últimos tempos na sociedade mundial, mas especialmente nas redes sociais, sobre a guerra na Ucrânia, onde o tema tem sido extrapolado, mas especialmente alucinado, a propósito de tudo e de nada, é estupidamente odiosa, violenta, doentia!

O que não tem faltado em abundância, são posições extremadas. 

Se analisarmos em bom rigor o que se passa no mundo da raça humana, sempre que as causas ganham uma certa dimensão, a visão de cada um, quer sejam com conhecimento histórico, seja por empatia com qualquer facção, os argumentos são vários em defesa de um ou de outro ponto de vista.

Que a NATO não é inocente neste processo que se vive na Ucrânia, pois não é!

Que a EU não o será, tão pouco!

Que os EUA não tenham interesses mais ou menos ocultos, ou mais ou menos conhecidos, também não nos restam grandes dúvidas!

Nem a CHINA passa incólume, na posição dúbia, mas estratégica de interesses económicos, são por demais evidentes.

Mas nesta guerra provocada pela invasão Russa, sem qualquer razão forte, embora invocada pelos Russos (manhosamente) quanto à ocupação da Crimeia e agora das ditas regiões separatistas, alegadamente dito pelos Russos, que foi ocupada por neonazista…qualquer fundamentação, é apenas um chorrilho de tretas mal-amanhadas, e que mesmo assim, muitos por aqui vão na cantiga!

Este terrível conflito na Ucrânia que está a mudar o mundo, não começou em 2022. Nem mesmo começou em 2014. Ele começou há uma década e meia, quando a Rússia invadiu a Geórgia e se safou e continuou com a Crimeia e se safou…

Muitos de nós, inclusive eu, não achavam que Putin faria uma invasão dessa escala contra a Ucrânia. Milhões de nós – ucranianos, moldavos, georgianos, sírios, armênios e azeris. E sabemos que não precisava chegar a isso.

Na Geórgia, em 2008, os soldados de Putin tinham botas sujas e tanques enferrujados, mais não fez que testar os seus infames ataques cibernéticos. E saiu ileso disso.

Quando as tropas russas chegaram à Crimeia seis anos depois, elas tinham botas novas e brilhantes e novos uniformes inspirados nas forças especiais dos EUA. E Putin, renovado após seu triunfo nas Olimpíadas em Sochi, estava mais confiante do que nunca. Ele mentiu numa escala que nunca tínhamos visto antes, dizendo ao mundo que os soldados russos não eram soldados russos, e então anexou a Crimeia. Ele também saiu ileso disso.

Depois vieram Donbass e a Síria, a interferência nas eleições americanas, os assassinatos de Salisbury e o envenenamento de Navalny. E cada vez que ele se safava, encontrávamos um novo Putin – mais brutal em casa e mais audacioso no exterior.

Aqui chegados, temos uma invasão de raiva pelo Putin, com ataques indiscriminados à população civil, às edificações não militares (hospitais, igrejas, escolas), corpos da população espalhados pelas ruas, debaixo de escombros e por aí fora, são posturas planeadas para exterminar um povo e isso é genocídio, sem qualquer argumentação plausível!

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Artur Arede
Artur Arede
Desde sempre ligado à comunicação, Artur Arede passou por órgãos nacionais, bem como por órgãos regionais, Rádio Soberania, RCV, Aveiro TV, etc. Atualmente, está ligado à comunicação na Rádio N16.

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