Talvez um dos maiores “calcanhar de Aquiles “da Câmara Municipal de Ovar, é o problema da limpeza urbana, não só na cidade, mas, muito especialmente nas Freguesias, e muito especialmente nas que constituíam a União de Freguesias de Ovar.
Nas redes sociais abundam os protestos, as queixas e as reclamações de ervas por todo o lado, passeios impedidos para os peões, um verdadeiro problema.
A limpeza urbana é um tema central para a sustentabilidade e qualidade de vida, não só nos centros mais urbanos, mas também nas vilas da periferia, que também tem gente, gente que paga os seus impostos, e que, como tal tem direitos!
Não se trata apenas de varrer as ruas, limpar as ervas ou recolher o lixo!
Há uma clara ineficácia dos serviços, do planeamento e da fiscalização, numa rede que é complexa, que carece de ações e, acima de tudo, de políticas para um ambiente limpo, com maior mobilidade, mais asseado, que conduza a uma maior satisfação dos cidadãos e ao bem-estar comum.
No caso de Ovar, a questão da limpeza, não é apenas uma questão de estética numa Cidade que apresenta uma razoável taxa de crescimento turístico, é também um fator com impacto na economia local, porque diminui e prejudica a imagem duma cidade, que tem uma Praia – o Furadouro, onde o impacto da sujidade é nítido e, claramente visível!
Não se lava os passeios, nalguns casos, já nem se sabe se a pedra da calçada é preta ou é branca!
Contentores de lixo, que tresandam um fedor indesejável!

É PRECISO NOVAS POLÍTICAS E NOVAS ATITUDES.
A limpeza urbana, a limpeza desse eixo central vareiro que é o Rio Cáster, é fundamental para o desenvolvimento do turismo e para a atratividade da Cidade.
Uma Cidade e a sua Praia limpa é mais convidativa para o os investidores, para o turismo…e para um comércio cada vez mais pobre e, cada vez mais decadente, onde abundam os serviços, mas escasseiam as lojas de comércio tradicional.
Em Freguesias, a falta de limpeza…é evidente que traduz uma imagem de desorganização dos serviços, e acima de tudo um muito pouco cuidado com o espaço público.
E quando o espaço público não bem tratado, é natural que as populações se sintam, elas mesmo, abandonadas e maltratadas.
É CLARO QUE O CIDADÃO, NÂO ESTÁ ISENTO DE CULPA …
A deposição indevida de lixo nas ruas, o despejo de resíduos com alguma volumetria em locais inadequados, são comportamentos que, para além da pouca sensibilidade ecológica dos que o fazem, contribuem para uma, ainda maior, degradação dos espaços públicos, que…afinal são de todos nós.
No entanto, os erros comportamentais de alguns, não pode ser uma fatalidade.
O Município, tem de incentivar campanhas de sensibilização, muito especialmente onde esses comportamentos indesejáveis mais ocorrem!
Não se fazem campanhas, e, hoje…está mais que provado, que as ações de sensibilização são eficazes na mudança de comportamentos, até nos mais simples erros de atirar um simples papel ou embalagem para o chão, porque se entende melhor a diferença para a preservação do ambiente no geral e, nos espaços públicos em particular.
O PROBLEMA, É QUE SÃO AS AUTARQUIAS QUE DEVEM DAR O EXEMPLO…
Porque os maus exemplos…fazem e promovem o desleixo coletivo.





