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    Rui Soares Carneiro não perde tempo e atira mais achas para a fogueira no “Caso Cerciav”


    Ninguém sabia o quanto a queria…

    PASSADO

    1. Foi no início deste milénio (2001) que a CERCIAV deixou as instalações da sua antiga sede, junto ao Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, para ir instalar-se em São Bernardo.

    2. Desde então, estiveram três Presidentes na Câmara de Aveiro, o primeiro, impulsionador da saída da Cooperativa do local, nada fez em relação ao edificado; o segundo, também não fez nada, como estamos lembrados; o terceiro e atual, também nada fez para reabilitar a famigerada casa.

    3. Nestas mais de duas décadas que passaram até hoje, e em boa verdade, tal como em todas as anteriores, nunca se soube de qualquer tentativa, por parte de indivíduos, associações ou outros, de classificar este edifício como de interesse público, seja por razões históricas seja por motivos culturais.

    4. Não se vislumbra que o referido imóvel tenha como autor um arquiteto de referência a nível nacional ou internacional, nem que figure como exemplo em catálogo de um qualquer movimento arquitetónico.

    5. Não foi, que me recorde, mencionado por qualquer indivíduo, por qualquer associação ou movimento, por qualquer candidato ou partido político, durante todos estes anos que passaram, nem reclamada qualquer intervenção ou reabilitação, nem sugerido um qualquer fim a dar a este mesmo imóvel.

    cerciav
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    PRESENTE

    6. Aqui chegados, ou muito me engano ou não fossem as declarações do Sr. Presidente da Câmara, que deram origem a esta discussão, e passaríamos por mais um rol de candidatos e programas eleitorais sem que deles fizesse parte qualquer referência a este imóvel, nem a qualquer projeto que este implicasse.

    7. Do estado de deterioração a que assistimos de fora, e que após vistoria já podemos saber de dentro, destacam os técnicos várias anomalias importantes, a degradação acentuada e queda de revestimentos dos tetos, a degradação acentuada e ataque de caruncho nos soalhos, pontos de entrada de água em toda a estrutura causadora de degradação significativa, e um telhado que deixa entrar água em toda a sua extensão.

    8. Há uma necessidade urgente de reabilitar todo o Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian (CMACG), por este já não ter as devidas condições para o bem-estar de quem o frequenta diariamente, mas há também, a necessidade de o ampliar, não apenas para poder receber mais alunos que procuram este tipo de ensino, mas também para proporcionar as devidas condições a valências específicas que atualmente lecionam.

    9. Não há, todos conhecemos o local, condições para ampliar o CMACG que não seja para o lado do referido imóvel, a não ser que, alguém conceba utilizar o Parque da Baixa de Santo António, ou ainda demolir todo o edificado atual do Conservatório para aí construir um novo (haja dinheiro, que o povo paga!).

    10. Ainda não ouvi falar, da parte de quem defende a reabilitação da casa (uma opinião que respeito e compreendo), nem dos custos que isso acarretaria para o erário público, falamos de pelo menos um milhão de euros, nem a um uso concreto que lhe fosse dado e que justificasse tal investimento.

    FUTURO

    11. O acordo entre a ANMP e o Governo, assinado em 2022 e que contempla o financiamento para centenas de estabelecimentos escolares, prevê a reabilitação e ampliação do nosso CMACG, com um financiamento assegurado a 100%, e onde se exige que todos os procedimentos técnicos e administrativos esteja apresentados e aprovados aquando da candidatura, sendo que este fundo financeiro é limitado, já se sabe, quem for primeiro ao pote… (note-se a aprovação da abertura do concurso público da Escola de São Bernardo, que segue a mesma lógica).

    12. Está referenciado no projeto de ampliação que os novos volumes a construir sigam a arquitetura do atual edifício, bem como os alinhamentos e cérceas do original, preservando ainda a maior parte das árvores de grande porte existentes, havendo ganhos também ao nível do espaço e circulação públicos.

    13. Houve a concordância total da anterior e da atual direção do CMACG com o projeto apresentado para a sua reabilitação e ampliação, o que permitirá acrescentar às atuais instalações um total de cinco estúdios de dança, três salas de percussão, dez salas de estudo individuais, e ainda, dotar este equipamento de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

    14. É um investimento estimado em oito milhões de euros, que não apenas vai gerar melhores condições de ensino para mais de 700 alunos, mas também aumentar a capacidade do CMACG em receber, no futuro, mais duas a três centenas de alunos do que recebe atualmente, aumentando consideravelmente esta oferta única de ensino de que dispomos no nosso município.

    15. Há, assim, a necessidade de olhar para o futuro e ir mais além, preservando o que nos compete preservar, e tomar decisões para não estagnar, sabendo que haverá sempre ganhos e perdas, mas que, na minha opinião, os ganhos para o nosso Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, para as nossas crianças que o frequentam, para todos nós, munícipes que usufruímos da excelência que dali sai para o mundo, e para Aveiro e a forma como se apresenta externamente, são bem maiores e justificados do que outros que, legitimamente, poderão pensar de forma distinta.

    PUBLICAÇÃO ORIGINAL NO FACEBOOK DE RUI SOARES CARNEIRO

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